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Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Não posso começar a responder esta questão sem voltar há muito tempo e pensar em meus primeiros contatos com os surdos. Eu lembro que era uma jovem de 16 anos de idade, quando participei de um grupo de jovens em meu bairro e vi pela primeira vez uma comunidade surda na Igreja Católica de São Benedito, em Pilares.

Logo me interessei, mas ainda não era naquele tempo meu foco principal, por isso encaminhei-me para o grupo de jovens e lá permaneci durante anos e tive um querido amigo chamado Jorginho, que era surdo. Veja que interessante, ele não queria viver entre os surdos e por isso participava do nosso grupo , e eu, ouvinte, queria estar entre os surdos.

Mais tarde, fui para a universidade e fiz uma optativa de LIBRAS com a professora Mirna, durante um semestre, mas depois passei anos sem revisitar a língua. Mais uma vez, não era meu foco principal. Muitas coisas aconteceram comigo, estudei , trabalhei bastante, até que eu fui lecionar no Município do Rio de Janeiro e ao receber a minha primeira turma, havia três alunos surdos. No início, achei ótimo e queria mesmo conhecê-los, mas, quando chegaram em minha sala, percebi a dificuldade que eu teria dali por diante , pois eu não me recordava mais da LIBRAS e não tinha conhecimento, nem orientação especializada para desenvolver um trabalho digno com aquele grupo de jovens.

A partir de então, comecei ,com a ajuda da intérprete Lohanne, a pesquisar , participar de encontros, até que soube através de uma comunidade para professores da pós-graduação em Ed. Especial da UFF e, enfim, decidi o meu foco principal --- queria mesmo dar aula de Língua Portuguesa para surdos.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013



CLASSIFICADORES

A classificação da Libras
A classificação da Libras
Como algumas línguas orais e como várias línguas de sinais, a Libras possui classificadores, um tipo de morfema gramatical que é afixado a um morfema lexical ou sinal para mencionar a classe a que pertence o referente desse sinal, para descrevê-lo quanto à forma e tamanho, ou para descrever a maneira como esse referente é segurado ou se comporta na ação verbal. Os classificadores em línguas orais como o japonês e o navajo são sufixos dos numerais e dos verbos, respectivamente.

 Em Libras, como dificilmente se pode falar em prefixo e em sufixo porque os morfemas ou outros componentes dos sinais se juntam ao radical simultaneamente, preferimos dizer que os classificadores são afixos incorporados ao radical verbal ou nominal. Assim, referem-se à maneira como uma pessoa anda e como um animal anda.

 O classificador em andar (para pessoa) pode ser utilizado também com outros significados como 'duas pessoas passeando' ou 'um casal de namorados' (no caso das pontas dos dedos estarem voltadas para cima), 'uma pessoa em pé' (pontas dos dedos para baixo), etc. Este classificador é representado pela configuração de mãos em V. O classificador C pode representar qualquer tipo de objeto cilíndrico profundo como um copo, uma caixa, uma urna. 

Outros classificadores podem ser os morfemas representados pelas configurações de mão B e Y. O classificador B refere-se e descreve superfícies planas como mesa, parede, chão, etc. enquanto que o classificador Y refere-se e descreve objetos multiformes ou com formas irregulares, porém não planos nem finos. O classificador G1 é que é utilizado para descrever objetos finos e longos. Inúmeros são os classificadores em Libras, sua natureza semântica e sua função.


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http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/13489/a-classificacao-da-libras#ixzz2eQA2yyo2