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Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Não posso começar a responder esta questão sem voltar há muito tempo e pensar em meus primeiros contatos com os surdos. Eu lembro que era uma jovem de 16 anos de idade, quando participei de um grupo de jovens em meu bairro e vi pela primeira vez uma comunidade surda na Igreja Católica de São Benedito, em Pilares.

Logo me interessei, mas ainda não era naquele tempo meu foco principal, por isso encaminhei-me para o grupo de jovens e lá permaneci durante anos e tive um querido amigo chamado Jorginho, que era surdo. Veja que interessante, ele não queria viver entre os surdos e por isso participava do nosso grupo , e eu, ouvinte, queria estar entre os surdos.

Mais tarde, fui para a universidade e fiz uma optativa de LIBRAS com a professora Mirna, durante um semestre, mas depois passei anos sem revisitar a língua. Mais uma vez, não era meu foco principal. Muitas coisas aconteceram comigo, estudei , trabalhei bastante, até que eu fui lecionar no Município do Rio de Janeiro e ao receber a minha primeira turma, havia três alunos surdos. No início, achei ótimo e queria mesmo conhecê-los, mas, quando chegaram em minha sala, percebi a dificuldade que eu teria dali por diante , pois eu não me recordava mais da LIBRAS e não tinha conhecimento, nem orientação especializada para desenvolver um trabalho digno com aquele grupo de jovens.

A partir de então, comecei ,com a ajuda da intérprete Lohanne, a pesquisar , participar de encontros, até que soube através de uma comunidade para professores da pós-graduação em Ed. Especial da UFF e, enfim, decidi o meu foco principal --- queria mesmo dar aula de Língua Portuguesa para surdos.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Banheiro de menina, banheiro de menino.

Não só os banheiros da escola são adaptados para as crianças especiais, mas também a escola se preocupa em estilizar o banheiro dos meninos e das meninas.  Quando a escola tem um outro olhar, parece mais prazeiroso estudar em um espaço que ainda lembra que existem pessoas ali.

BANHEIRO DE MENINA!!

 
BANHEIRO DE MENINO!!
 
 

SALA DE ARTES

Nós trabalhamos em uma sala de artes e isso é muito interessante para o nosso trabalho, pois agregamos a riqueza dos materiais produzidos pelos alunos da escola aos nossos planejamentos de aula.

 
 
 
 
 
 
ELA SÓ QUER
SÓ PENSA EM NAMORAR
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mês do Folclore




ORIGEM
Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".
Para que serve?
O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.
Qual a origem da palavra "folclore"?
A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".




A escola já está entrou no clima ...





 
 
 
 


Reforçando "Cores"

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Vogais e Consoantes





TEXTO: Na Fazenda

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fortalecendo os laços


 
 
Quando  falei com a Aline para me auxiliar no projeto com a aluna da trade, ela disse que não a conhecia, mas ao chegar em sala teve a grata surpresa de a Dyana. Elas estudam no mesmo colégio e muitos deles se conhecem , pois frequentam salas de recursos e vivenciam experiências comuns em suas vidas --- a barreira da comunicação.
A proposta de integração entre elas foi uma ideia da minha orientadora, Ediclea,  e isso para mim foi muito importante, pois me motiva a continuar com o projeto para além das minhas horas de estágio.
 
 

 
 
 
 
 
 

CORES


Em sala , utilizamos materiais pedagógicos, livros, os próprios objetos que compõem o ambiente para trabalharmos o campo visual com as alunas, mas o meu foco é fazer com elas sejam capazes de reconhecer as palavras em nossa língua para que sejam capazes de escrever seus primeiros textos e interpretá-los.










segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Aos poucos , estamos agregando ao vocábulário de  Dyana algumas palavras em Língua Portuguesa e também em LIBRAS, já que ela copia os textos e não tem compreensão dos mesmos.
É muito gratificante perceber o crescimento gradativo da aluna.


Atividade: O professor mostra a palavra e o aluno faz o sinal
ACESSIBILIDADE NA ESCOLA MUNICIPAL NEREU SAMPAIO

Muitas vezes, sabemos que não há verba suficiente para adaptarmos todas anossas escolas, mas esta escola decidiu utilizar a verba do PDE, há 3 anos, para beneficiar os alunos portadores de necessidades especiais. 
A cada dia percebo que esta escola está aberta a desenvolver projetos na área de educação especial, pois eles já despertaram para a necessidade de enxergar que estas pessoas existem e devem ser integradas à escola como qualquer outro, pois não é favor, é direito.



Banheiro Adaptado





Respeito aos Alunos Especiais


Em todas as salas e corredores da escola, vemos cartazes que conscientizam os alunos a não praticarem discriminação, e isso corrobora o trabalho diário de formar alunos que se comportem de uma nova maneira , aceitando e respeitando as diferenças.