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Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Não posso começar a responder esta questão sem voltar há muito tempo e pensar em meus primeiros contatos com os surdos. Eu lembro que era uma jovem de 16 anos de idade, quando participei de um grupo de jovens em meu bairro e vi pela primeira vez uma comunidade surda na Igreja Católica de São Benedito, em Pilares.

Logo me interessei, mas ainda não era naquele tempo meu foco principal, por isso encaminhei-me para o grupo de jovens e lá permaneci durante anos e tive um querido amigo chamado Jorginho, que era surdo. Veja que interessante, ele não queria viver entre os surdos e por isso participava do nosso grupo , e eu, ouvinte, queria estar entre os surdos.

Mais tarde, fui para a universidade e fiz uma optativa de LIBRAS com a professora Mirna, durante um semestre, mas depois passei anos sem revisitar a língua. Mais uma vez, não era meu foco principal. Muitas coisas aconteceram comigo, estudei , trabalhei bastante, até que eu fui lecionar no Município do Rio de Janeiro e ao receber a minha primeira turma, havia três alunos surdos. No início, achei ótimo e queria mesmo conhecê-los, mas, quando chegaram em minha sala, percebi a dificuldade que eu teria dali por diante , pois eu não me recordava mais da LIBRAS e não tinha conhecimento, nem orientação especializada para desenvolver um trabalho digno com aquele grupo de jovens.

A partir de então, comecei ,com a ajuda da intérprete Lohanne, a pesquisar , participar de encontros, até que soube através de uma comunidade para professores da pós-graduação em Ed. Especial da UFF e, enfim, decidi o meu foco principal --- queria mesmo dar aula de Língua Portuguesa para surdos.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fortalecendo os laços


 
 
Quando  falei com a Aline para me auxiliar no projeto com a aluna da trade, ela disse que não a conhecia, mas ao chegar em sala teve a grata surpresa de a Dyana. Elas estudam no mesmo colégio e muitos deles se conhecem , pois frequentam salas de recursos e vivenciam experiências comuns em suas vidas --- a barreira da comunicação.
A proposta de integração entre elas foi uma ideia da minha orientadora, Ediclea,  e isso para mim foi muito importante, pois me motiva a continuar com o projeto para além das minhas horas de estágio.
 
 

 
 
 
 
 
 

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