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Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Não posso começar a responder esta questão sem voltar há muito tempo e pensar em meus primeiros contatos com os surdos. Eu lembro que era uma jovem de 16 anos de idade, quando participei de um grupo de jovens em meu bairro e vi pela primeira vez uma comunidade surda na Igreja Católica de São Benedito, em Pilares.

Logo me interessei, mas ainda não era naquele tempo meu foco principal, por isso encaminhei-me para o grupo de jovens e lá permaneci durante anos e tive um querido amigo chamado Jorginho, que era surdo. Veja que interessante, ele não queria viver entre os surdos e por isso participava do nosso grupo , e eu, ouvinte, queria estar entre os surdos.

Mais tarde, fui para a universidade e fiz uma optativa de LIBRAS com a professora Mirna, durante um semestre, mas depois passei anos sem revisitar a língua. Mais uma vez, não era meu foco principal. Muitas coisas aconteceram comigo, estudei , trabalhei bastante, até que eu fui lecionar no Município do Rio de Janeiro e ao receber a minha primeira turma, havia três alunos surdos. No início, achei ótimo e queria mesmo conhecê-los, mas, quando chegaram em minha sala, percebi a dificuldade que eu teria dali por diante , pois eu não me recordava mais da LIBRAS e não tinha conhecimento, nem orientação especializada para desenvolver um trabalho digno com aquele grupo de jovens.

A partir de então, comecei ,com a ajuda da intérprete Lohanne, a pesquisar , participar de encontros, até que soube através de uma comunidade para professores da pós-graduação em Ed. Especial da UFF e, enfim, decidi o meu foco principal --- queria mesmo dar aula de Língua Portuguesa para surdos.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nas garras da internet
      
Ferramenta colaborativa traz funções para auxiliar surdos no uso da rede. Entre as principais estão tradução do conteúdo para a língua brasileira de sinais e associação de imagens. 
      
Por: Camille Dornelles

 http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/02/nas-garras-da-internet

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Filme "Colegas" é primeiro longa protagonizado por atores Down

Produção venceu o prêmio de melhor roteiro do Festival de Paulínia de 2008 e também recebeu o Kikito de Melhor Longa Brasileiro no Festival de Gramado, em 2012

Foto: Divulgação
Foto:
"As pessoas precisam se informar mais para combater o preconceito", disse Ariel Goldenberg, um dos protagonistas de "Colegas"
 
 
Inspirados pelo filme "Thelma & Louise" (1991), três jovens Down (Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola) apaixonados por cinema vão em busca de seus sonhos e fogem com o carro do jardineiro (Lima Duarte) da instituição em que vivem. O desenrolar da história você poderá conferir no road movie "Colegas", dirigido por Marcelo Galvão.

Em entrevista ao EDUCAR PARA CRESCER, o cineasta carioca disse que resolveu escrever um roteiro para ser protagonizado por atores Down porque na infância convivia com um tio Down. "Sempre fui apaixonado pelo jeito como ele enxergava o mundo. A pureza, o carinho e amor que ele transmitia a todos que o cercavam, sempre de forma bem humorada, era algo que quis passar adiante", contou.

Ao colocar jovens Down como protagonistas, o filme lança luz à questão da Síndrome de Down, mas não há preocupação em discorrer sobre a importância da inclusão, pelo contrário, ele simplesmente inclui. Galvão quer fazer com que o público, ao assistir o filme, embarque em uma aventura, esquecendo que os atores principais têm síndrome de Down. "Se isso acontecer, estaremos realmente dando um grande passo para a inclusão social", espera.

Sobre o trabalho com os atores Breno Viola, Ariel Goldemberg e Rita Pokk, o diretor elogiou a desenvoltura, capacidade de concentração, dedicação e, sobretudo, a noção de responsabilidade e comprometimento deles com todos da equipe do filme.

Depois de seis anos o projeto foi finalizado, mas encontrou dificuldades para ser lançado no circuito comercial. Galvão comentou que o preconceito atrapalhou a captação de patrocínio. Ao apresentar o projeto para empresas, elas respondiam não ter interesse em associar a marca a um filme com pessoas com síndrome de Down. Para ele, isso mostra que a teoria ainda está distante da prática, já que geralmente "o discurso corporativo atual valoriza temas como responsabilidade e inclusão social", desabafa.
O filme levou o Kikito de Melhor Longa-metragem Brasileiro no Festival de Gramado 2012, além de ser premiado também com o Kikito de Melhor Direção de Arte e com um prêmio especial concedido pelo júri a cada um dos três protagonistas. Felizmente, o filme já tem data de estreia: 01 de março de 2013, distribuído pela Europa Filmes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Banheiro de menina, banheiro de menino.

Não só os banheiros da escola são adaptados para as crianças especiais, mas também a escola se preocupa em estilizar o banheiro dos meninos e das meninas.  Quando a escola tem um outro olhar, parece mais prazeiroso estudar em um espaço que ainda lembra que existem pessoas ali.

BANHEIRO DE MENINA!!

 
BANHEIRO DE MENINO!!
 
 

SALA DE ARTES

Nós trabalhamos em uma sala de artes e isso é muito interessante para o nosso trabalho, pois agregamos a riqueza dos materiais produzidos pelos alunos da escola aos nossos planejamentos de aula.

 
 
 
 
 
 
ELA SÓ QUER
SÓ PENSA EM NAMORAR
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mês do Folclore




ORIGEM
Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".
Para que serve?
O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.
Qual a origem da palavra "folclore"?
A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".




A escola já está entrou no clima ...